Para quem nos visita, sabe que um dos locais mais procurados é a igreja do monte, situado no monte, perto do famoso Jardim Monte Palace.

É um dos locais que as Agências De Viagens / Operadores Turísticos  perguntam se podem ir com as pessoas com mobilidade reduzida / handicap e claro os nossos clientes. 

Para lá chegarmos o caminho mais fácil, é apanharmos o Teleférico no Funchal ( Madeira Cable Car ), por ser fácil, por isso é muito promovido, além fronteiras.

Para quem vem no navio de cruzeiros, simplesmente tem de atravessar a rua da Avenida Do Mar inteira, não é complicado, já que é tudo plano com cerca de 1.200 M, para uma cadeira manual , vai ser um pouco puxado, mas quem usa equipamento elétrico, faz se bem, sem grandes problemas.

Chegando ao teleférico, Madeira Cable Car,  compramos o bilhete, a cabine pára totalmente, entramos com a cadeira de rodas, claro se for uma scooter, provavelmente vamos fazer algumas manobras, se a cadeira não for muito grande, sempre cabe mais uma pessoa dentro da cabine do teleférico.

E lá vamos nós,  viagem de 15 a 20m, apreciando as vistas sobre o Funchal.

Chegando ao Monte o procedimento é o mesmo.

Mas aqui começam os problemas. Para visitar o Jardim Monte Palace, os famosos carrinhos de cesto e a igreja Do Monte, vamos num caminho de pedra, uma boa cadeira, com suspensão, vai amortecer a vibração do pavimento, mas como este caminho está ocupado por carros estacionados e dividimos o espaço com as viaturas que passam , obriga a que as cadeiras vão no mesmo local que os carros, tornando se um pouco perigoso.

Passados estes obstáculos, chegamos ao Jardim Monte Palace, não foi possível testar com o meu equipamento visto que fomos proibidos de entrar.

Mas já fiz esse jardim, é torna se cansativo ( 4 horas de tempo) , porque são muitas subidas e descidas, degraus, por isso não é um local que uma pessoa possa fazer,  é possível, se for com um equipamento elétrico novamente, mas não é acessível e vai tornar-se muito cansativo.

Claro se não quiser visitar, tem o restaurante  do jardim e pode esperar os seus familiares.

Continuo sem perceber porque dizem que é acessível. 

Continuando em frente em direção à igreja do monte, quando estive lá, percebi que não se conseguia visitar, está cheio de degraus e mesmo com outros caminhos de acesso, a calçada está toda desnivelada por causa das árvores.

Apesar de quem sabe ser possível fazer uma rampa nos degraus. 

Por isso, podemos considerar que não é acessível. 

Um dos locais que promove a nossa ilha, não é acessível. 

Continuando a nossa visita, só falta o nosso ex libris, os carrinhos de cesto, descendo a grande velocidade pela estrada abaixo. 

Não quer dizer que uma pessoa em cadeira de rodas, não consiga o fazer, mas levanta-me aqui várias questões, para quem vai ler este REVIEW. 

Se for para fazer transferência entre o equipamento do cliente e o carrinho de cesto, quem o vai fazer? O cliente, os familiares, muitas vezes são apenas duas pessoas, os carreiros (são as pessoas que conduzem os carrinhos de cesto ),  não existe nenhum equipamento de apoio. 

Mesmo que passe o cliente para o cesto, se ele for numa cadeira manual, ou mesmo elétrica e tiver  subido de teleférico, onde vai levar a cadeira, no cesto, isto são aquelas perguntas para nós são simples….

Se for nós, esperamos no largo da fonte e trazemos o equipamento de volta.

Depois na saída, dos carrinhos de cesto, depois de descer aquela viagem alucinante, temos outro problema, para um carro pequeno é fácil parar ali, mas para uma carrinha grande ou mesmo um autocarro torna-se mais difícil, não é fácil garantir a segurança de todos. não existe estacionamento para fazermos com total segurança. 

O único existente faz parte da zona onde pára e fica o equipamento dos carreiros. 

Isto é só para dizer que nem sempre é fácil lidar com acessibilidade, o que muitas vezes preocupa-me, é que vendemos para o mercado exterior sem perceber o impacto que isto tem nas pessoas. 

É fácil dizer que tudo é acessível, é fácil fazer um vídeo a dizer vem, os reais problemas começam aqui. 

Naquela zona o único wc adaptado foi na estação do teleférico, não vi outra naquele local, até pode ter dentro de algum restaurante, mas não vi. 

se descermos nos carrinhos de cesto, na chegada tem 1 wc adaptado. 

Uma má experiência muitas vezes é o suficiente para as pessoas não voltar. 




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